O líder do campeonato Kimi Antonelli liderou o último treino do Grande Prêmio da Espanha com 1:32.797 — mas o cronômetro era só metade da história. Cerca de 20 minutos depois do início da hora, Lewis Hamilton travou na última curva, a Curva 22, e bateu de frente nas barreiras TecPro em velocidade relativamente baixa. A asa dianteira soltou-se sob o pneu dianteiro direito. A Ferrari mandou que ele parasse. Ele tentou voltar mancando mesmo assim. Depois, já no fim da janela de reinício, Ollie Bearman perdeu a traseira nas Curvas 10/11, de alta velocidade, e bateu forte no concreto, encerrando a sessão de vez.

Quando a poeira baixou, Antonelli estava no topo — cerca de 66 pontos à frente do companheiro de Mercedes George Russell na classificação — com Charles Leclerc a +0.166s e Oscar Piastri e Lando Norris, da McLaren, em terceiro e quarto. A classificação vem mais tarde no sábado, por volta das 15h locais.

A travada de Hamilton — e o rádio que veio depois

Antes da paralisação, Leclerc liderava a tabela com 1:33.332, Antonelli tinha 1:33.664 e Hamilton era o quarto, atrás de Norris. Então, no meio da sessão, Hamilton frenou além do limite na Curva 22. O impacto não foi espetacular pelos padrões da Fórmula 1 — relativamente lento, de frente no TecPro — mas a asa dianteira se soltou e ficou presa sob o pneu dianteiro direito.

A mensagem da Ferrari foi inequívoca: pare. Hamilton deu ré para se livrar e tentou voltar mancando em direção aos boxes, ignorando brevemente as ordens da equipe enquanto poupava um carro danificado que já havia passado pela entrada dos boxes. Acabou parando no meio do setor, perto da saída da Curva 14. Na Sky Sports F1, Anthony Davidson foi direto: jovens pilotos que estão assistindo não devem copiar essa decisão, porque uma asa sob o assoalho pode levantar o carro com fiscais já na pista.

“Qualquer jovem piloto que esteja assistindo isso agora: não façam isso.”

— Anthony Davidson, Sky Sports F1

Quarenta e cinco minutos de barreiras — e então Antonelli responde

Os reparos nas barreiras se estenderam por uma longa bandeira vermelha de cerca de 40 a 45 minutos. A Direção de Prova parou o relógio com cerca de 15 minutos e 38 segundos restantes para que o pelotão ainda tivesse treino significativo numa superfície de rua verde que evolui a cada volta.

Após o reinício, Leclerc melhorou para 1:32.963. Antonelli respondeu na segunda tentativa com o 1:32.797 que selou a sessão. Russell abortou uma volta rápida e terminou em sexto, a +0.702s. Verstappen, atrasado no início e limitado a nove voltas, ainda colocou a Red Bull em quinto, a +0.375s. O avanço da McLaren foi ainda mais claro: Piastri em terceiro, Norris em quarto depois de perder quase todo o TL2 de sexta.

Antes da primeira bandeira vermelhaLeclerc 1:33.332 · Antonelli 1:33.664 · Hamilton em quarto, atrás de Norris — então a Curva 22 reescreveu a manhã.

O concreto de Bearman — fim da sessão

Justo quando a janela de reinício parecia pronta para assentar a ordem, Bearman perdeu a traseira no complexo de alta velocidade das Curvas 10/11 e bateu forte no concreto com o lado esquerdo da Haas. A segunda bandeira vermelha veio tarde; a sessão terminou mais cedo. A Haas agora enfrenta uma corrida contra o relógio antes da classificação.

Em outro ponto, Alex Albon tocou no muro cedo, voltou à garagem para trabalho na suspensão e não marcou tempo em duas voltas. Fernando Alonso completou mais voltas do que qualquer um (17), mas continuou em P17. Sainz, o favorito da torcida local, foi o P18; as Cadillac de Pérez e Bottas fecharam a ordem cronometrada à frente do vazio de Albon.

O que a manhã de sábado nos diz

Antonelli agora liderou tanto o TL2 quanto o TL3 em Madri. A Ferrari continua colada — Leclerc a menos de dois décimos de novo — enquanto a McLaren finalmente parece uma ameaça entre os quatro primeiros depois do desastre de Norris na sexta. O pouco número de voltas de Verstappen e a volta rápida abortada de Russell deixam a Red Bull e a segunda Mercedes com perguntas para a hora da classificação, às 15h. Dois muros, duas bandeiras vermelhas e um líder do campeonato ainda ditando o tom: o Madring está ensinando mais rápido do que o cronômetro consegue assentar.

Fontes