Uma semana depois da pole em Sepang, Max Verstappen colocou a Red Bull no topo de novo sob as luzes de Marina Bay. Seu 1:31.156 no SQ3 superou George Russell por 0.120 segundo, com Charles Leclerc em terceiro, 0.243s atrás. Oscar Piastri e Lando Norris fecharam a terceira fila pela McLaren, Lewis Hamilton foi o sexto, e Kimi Antonelli — 84 pontos à frente no campeonato — só conseguiu o sétimo, 0.693s da pole.

O resultado teve de esperar os comissários. Durante um SQ1 caótico e com bandeira vermelha, Verstappen ultrapassou Hamilton em uma zona de bandeira amarela. Depois da sessão, os comissários concluíram que ele infringiu a regra da bandeira amarela, mas decidiram não aplicar punição porque ele claramente levantou o pé. Verstappen larga na pole na Sprint de 21 voltas de sábado.

A pole de Verstappen sobrevive aos comissários

O SQ1 durou apenas seis minutos antes da bandeira vermelha. Sergio Pérez travou as rodas na Curva 5, bateu na barreira e seguiu com a asa dianteira danificada da Cadillac até ela se desmanchar, espalhando destroços pela pista. Sob as amarelas que se seguiram, Verstappen alcançou um Hamilton em ritmo lento depois da Curva 7 e o ultrapassou antes da Curva 8. Hamilton reclamou pelo rádio; Verstappen disse que havia passado antes de as bandeiras serem agitadas e que devolveu a posição.

Os comissários viram de outra forma o primeiro ponto: a ultrapassagem de fato violou a regra da bandeira amarela. Mas, segundo a decisão deles, divulgada pela GPFans, Verstappen havia levantado o pé e estava cerca de 70 km/h mais lento do que em outra volta de ataque na mesma sessão, enquanto Hamilton havia reduzido para menos de 60 km/h. O veredito sobre a ultrapassagem:

“uma consequência infeliz da grande diferença de velocidade de aproximação”

— Decisão dos comissários da FIA, via GPFans

Sem punição, portanto, e sem mudança no grid. Isso encerrou uma noite que começou com um susto para a Red Bull: a PlanetF1 relata que a equipe trocou a unidade de recuperação de energia do carro de Verstappen antes da sessão, por precaução contra uma suspeita de falha.

Russell em segundo na noite que conta

A punição de grid de Russell vale apenas para domingo, o que fez da Classificação da Sprint a única sessão deste fim de semana em que ele poderia transformar ritmo em uma boa posição de largada. Mais rápido no TL1, ele superou um susto no SQ2 — a PlanetF1 relata que abortou uma volta após travar a roda dianteira direita e ficou por pouco na zona de eliminação — antes de um 1:32.614 o colocar adiante. Sua volta final o deixou pouco mais de um décimo aquém da pole.

Antonelli nunca encontrou o mesmo ritmo e terminou em sétimo, 0.573s atrás do companheiro de equipe. A PlanetF1 relata que a Mercedes retirou a asa atualizada do carro de Antonelli depois do TL1, deixando os dois carros com a mesma especificação pelo resto do fim de semana.

Ferrari e McLaren na briga

Leclerc foi o piloto mais rápido no SQ2 com 1:32.246 e converteu isso em terceiro lugar, a 0.243s da pole. Hamilton liderava a ordem antes da bandeira vermelha no SQ1, mas ficou menos à vontade mais tarde na sessão: teve uma volta anulada por limites de pista na Curva 16 no SQ2, relatou escapadas na última tentativa e terminou em sexto. A dupla da McLaren ficou separada por pouco mais de um décimo, Piastri em quarto e Norris em quinto.

Limites de pista, atrasos e o restante do grid

Dois pilotos chegaram ao SQ3, mas saíram sem tempo. O 1:32.048 de Isack Hadjar foi anulado por limites de pista na Curva 19 e a volta de Pierre Gasly foi anulada por limites de pista na Curva 2, então largam em nono e décimo atrás de Liam Lawson, que colocou a Racing Bulls em oitavo. Gasly também tocou no muro dos boxes ao sair da garagem no SQ2, segundo a PlanetF1.

Franco Colapinto, Nico Hülkenberg, Oliver Bearman, Gabriel Bortoleto, Fernando Alonso e Esteban Ocon ficaram pelo caminho no SQ2. Arvid Lindblad, Lance Stroll, Alexander Albon, Pérez, Valtteri Bottas e Carlos Sainz foram eliminados no SQ1. Um problema no sistema de cronometragem atrasou o início do SQ2, e duas investigações sobre pilotos que excederam o tempo delta máximo — uma no SQ1, outra no SQ2 envolvendo as duas McLarens — terminaram sem punição.

A sessão se manteve seca. No início, a pista estava a 44.5°C com o ar a 30.3°C e umidade perto de 78%; ao fim da noite a pista havia esfriado para cerca de 40°C.

A seguir: uma primeira Sprint molhada?

A Sprint de 21 voltas começa no sábado às 11:00 no horário de Paris (17:00 em Singapura), com a classificação do Grande Prêmio quatro horas depois. A previsão é a grande incógnita: no momento em que escrevo, a Open-Meteo indica probabilidade de chuva de 98% às 17:00 locais. Depois de uma única hora de treino e sem rodar no molhado, uma Sprint atingida pela chuva num circuito de rua daria vantagem a quem ler as condições primeiro — e Verstappen larga na frente.

Fontes

Classificação, tempos, voltas anuladas, bandeira vermelha, investigações e clima: resultados da sessão, mensagens da Direção de Prova e dados meteorológicos da OpenF1 para a Classificação da Sprint (sessão 11379).

Decisão dos comissários sobre Verstappen: GPFans; contexto do incidente da RaceFans e da Formula1.com.

Batida de Pérez, troca do ERS da Red Bull, travada de Russell no SQ2, asa da Mercedes, Gasly: relato da Classificação da Sprint da PlanetF1.

Previsão para a Sprint: previsão horária da Open-Meteo para Marina Bay, consultada em 9 de outubro de 2026 às 18:00 no horário de Paris.