Fórmula 1 / Monza 2026 / Vencedores e perdedores
A obra-prima de Gasly, os arrependimentos da McLaren: vencedores e perdedores da classificação de Monza
A Alpine levou a manchete, a Mercedes perdeu seu momento e o ataque final da McLaren desandou. Quem aproveitou melhor o sábado no Templo da Velocidade e quem deixou desempenho pelo caminho?
Monza entregou uma classificação que premiou mais do que velocidade pura. Encontrar um vácuo, sobreviver ao corte e completar a volta decisiva, tudo isso contou. Pierre Gasly reuniu esses elementos; vários nomes maiores deixaram o sábado pensando no que poderia ter sido.
Pierre Gasly — a volta que mudou tudo
Classificou-se em P1 · 1:21.786 · Primeira pole na Fórmula 1
Gasly entregou o desempenho de destaque da tarde. Russell liderou após as primeiras tentativas do Q3, mas o piloto da Alpine encontrou o vácuo atrás de Hamilton e completou a volta que o desbancou. A margem da vitória foi de apenas 0.060 segundo.
O vácuo ajudou; a execução fez valer. Gasly ainda precisou montar a volta sob a pressão de uma tentativa final. A recompensa foi a pole inaugural e mais uma memória excepcional em Monza. Em um dia de ganhos marginais e erros caros, ele foi o vencedor mais claro.
Franco Colapinto — o outro sucesso da Alpine
Classificou-se em P8 · Os dois Alpine chegaram ao Q3
A conquista de Gasly poderia facilmente ofuscar a contribuição de Colapinto. O oitavo lugar colocou o segundo Alpine à frente de Norris e deu à tarde da equipe substância além de uma única volta excepcional.
Havia uma limitação óbvia: o companheiro de equipe havia ficado com a pole. Mesmo assim, chegar ao segmento final e colocar os dois carros entre os oito primeiros fez deste um sábado produtivo para a Alpine. Colapinto merece sua parte nesse resultado.
Arvid Lindblad — um lugar na ponta
Classificou-se em P10 · Racing Bulls
Lindblad chegou ao Q3 enquanto o companheiro Yuki Tsunoda ficou pelo Q1, classificado em 17º. Esse contraste lhe garante um lugar entre os vencedores. O décimo lugar foi a última posição da disputa final, mas chegar lá significou passar por duas fases eliminatórias que pegaram o outro piloto da Racing Bulls.
Monza premiou os pilotos que fizeram valer a última oportunidade. Gasly fez a sua decisiva.
George Russell — segundo, com motivo para se arrepender
Classificou-se em P2 · a 0.060s da pole
A inclusão de Russell diz respeito à oportunidade perdida. Ele havia liderado o treino final e chegou à classificação como favorito. A Mercedes também tinha um plano de usar o punido Antonelli para lhe dar vácuo.
Russell ficou perto o bastante para conquistar a pole, mas Gasly a levou. Largar na primeira fila ainda lhe dá uma excelente plataforma para domingo. Em relação à promessa de sábado, porém, o segundo lugar representou uma abertura que ele não conseguiu converter por pouco.
McLaren — velocidade minada pela execução
Piastri classificou-se em P3 · Norris em P9 · Piastri punido
A última tentativa da McLaren no Q3 teve consequências para os dois pilotos. Piastri saiu da pista na Curva 1, deixando Norris sem o vácuo planejado. Norris estimou depois que a falta do vácuo poderia valer cerca de meio segundo.
Essa estimativa não permite definir onde Norris teria se classificado. Mas explica sua frustração: sua última tentativa não teve uma vantagem que a equipe pretendia proporcionar.
O terceiro melhor tempo de Piastri ofereceu algum consolo no início. Uma punição de três posições no grid por atrapalhar Lawson o derrubou então para o sexto lugar. A McLaren tinha velocidade para ameaçar perto da frente, mas seu sábado terminou com danos evitáveis às posições de largada.
Aston Martin — sem onde se esconder
Alonso classificou-se em P21 · Stroll em P22
As duas Aston Martin foram eliminadas no Q1, no fim da classificação. Alonso apontou um déficit substancial nas retas, reconhecendo que se esperava que Monza expusesse uma das fraquezas do carro.
O resultado, portanto, se lê como um problema de desempenho da equipe, e não como evidência de um erro isolado de piloto. As expectativas podem ter sido modestas, mas ocupar as duas últimas posições da classificação ainda fez desta uma tarde punitiva.
Gabriel Bortoleto — a um milésimo
Classificou-se em P11 · Ficou fora do Q3 por 0.001s
Bortoleto está aqui pelo resultado, não por um desempenho ruim. Seu 1:22.517 no Q2 ficou a apenas um milésimo do 1:22.516 de Hamilton. O 11º lugar também o colocou à frente do companheiro de Audi, Nico Hulkenberg, em 13º. Um esforço forte recebeu o veredito mais duro possível no corte.
Ferrari — alívio após uma tarde difícil
Leclerc classificou-se em P4 · Hamilton em P5
A Ferrari chegou com esperança de brigar pela pole em casa. Em vez disso, os dois pilotos enfrentaram uma passagem difícil pelo Q2 antes de se recuperarem para quarto e quinto na sessão final. O desempenho ficou aquém da ambição.
A punição de Piastri promoveu depois Leclerc e Hamilton à segunda fila. A Ferrari saiu, portanto, com posições de largada úteis após uma sessão desconfortável. As perspectivas no grid melhoraram; a briga perdida pela pole continuou parte da avaliação.
“Vencedores” e “perdedores” são avaliações editoriais do desempenho e dos resultados da classificação. As posições de classificação são listadas antes das punições de grid; os efeitos das punições são identificados separadamente. Este artigo cobre o sábado, 5 de setembro de 2026.
Fontes
- Formula1.com — Resultados oficiais da classificação
- Autosport — A pole inaugural de Gasly ; Russell lidera o treino final ; A análise do vácuo da McLaren no Q3 ; As dificuldades da Ferrari na classificação
- Motorsport Week — Relato da classificação do Grande Prêmio da Itália
- AS — A pole de Gasly e as punições de grid ; O déficit em reta da Aston Martin
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