Hamilton incendeia Silverstone enquanto a Ferrari lidera a única sessão de treino
Sem segundo nem terceiro treino para recorrer neste fim de semana de Sprint, Lewis Hamilton fez a única hora de pista em Silverstone valer — e deu à torcida da casa exatamente o início que ela queria.
Só haveria mesmo uma hora de treino antes de os carros de Silverstone ficarem presos às condições de parque fechado pelo resto do fim de semana de Sprint, e Lewis Hamilton garantiu que fosse uma hora memorável. O piloto da Ferrari liderou o TL1 com 1:29.260, uma volta tardia com o pneu macio C3 que o colocou 0.213 segundo à frente do líder do campeonato Kimi Antonelli e deu à torcida da casa precisamente a manchete pela qual viajou. Num circuito em que já soma nove vitórias e sete poles, foi mais um lembrete de que a relação de Hamilton com esta pista não se apagou com a idade.
Uma volta tardia que virou a sessão
Durante boa parte da hora, foi Antonelli quem ditou o tom. O novato da Mercedes produziu o que, na hora, parecia a volta de destaque da sessão, abrindo quase meio segundo sobre o companheiro George Russell e dando poucos indícios de que alguém encontraria mais. Hamilton tinha essa resposta pronta. Trocando para o composto C3 no fim da sessão, ele extraiu mais das saídas de curva do que qualquer outro na pista, transformando uma volta bem feita em uma decisiva.
Antonelli parecera ter feito, por pouco tempo, a volta de destaque do TL1, abrindo quase meio segundo sobre Russell, até que Hamilton respondeu com uma volta mais limpa e mais experiente no pneu C3. — F1-Fansite, relatório do TL1 do GP da Grã-Bretanha
Charles Leclerc apoiou o companheiro em terceiro, embora a margem contasse uma história um pouco menos confortável para o outro lado da garagem da Ferrari — o monegasco ficou a 0.599 segundo da referência de Hamilton, ainda suficiente para colocar duas Ferraris entre os três primeiros na classificação da Sprint, mas com um alvo claro agora definido para ele perseguir.
Classificação do TL1 — Grande Prêmio da Grã-Bretanha, Silverstone
- Lewis Hamilton (Ferrari) — 1:29.260
- Kimi Antonelli (Mercedes) — +0.213s
- Charles Leclerc (Ferrari) — +0.599s
- George Russell (Mercedes) — +0.678s
- Oscar Piastri (McLaren) — rodou em Becketts, sem tocar nas barreiras
- Max Verstappen (Red Bull) — +0.980s
- Lando Norris (McLaren) — +1.028s
Uma hora difícil para a McLaren, discreta para a Red Bull
Oscar Piastri protagonizou o momento mais tenso da sessão, perdendo a traseira da McLaren no complexo de alta velocidade de Becketts e deslizando para a área de escape. Evitou as barreiras, mas não as consequências — o lance arruinou o jogo de pneus que ele usava e o deixou sem uma leitura realmente representativa do ritmo do carro, mesmo classificando-se em quinto na tabela de tempos. Lando Norris foi pouco melhor no ânimo, se não em incidentes, terminando em sétimo e a mais de um segundo do tempo de Hamilton.
Estamos muito atrás. — Lando Norris, sobre a posição da McLaren após um difícil GP da Áustria no fim de semana anterior
O chefe da McLaren, Zak Brown, reconheceu depois que os pilotos ainda não estão satisfeitos com o equilíbrio do carro, embora tenha expressado confiança de que mais desempenho ainda está por vir nas próximas corridas. A sessão da Red Bull, por sua vez, levantou sua própria questão, mais discreta. Max Verstappen terminou em sexto, mais perto da frente do que nas etapas recentes, mas não perto o bastante para sugerir que a boa forma do RB22 atualizado na Áustria se transferiu por completo para o traçado mais rápido e mais exigente aerodinamicamente de Silverstone. Mais atrás, Isack Hadjar, da Racing Bulls, mostrou promessa cedo no pelotão do meio antes de relatar que o carro estava “nada agradável” na traseira, queixa que o deixou bem longe dos primeiros ritmos da sessão ao fim da hora.
Por que este treino importou mais que o normal
Num fim de semana normal, uma única sessão de treino não teria muito peso. Mas o formato Sprint de Silverstone significa que o TL1 foi a única oportunidade das equipes para ajustar o carro antes de ele entrar em parque fechado pelo restante do fim de semana — sem TL2, sem TL3 e sem mais mudanças de set-up antes de a classificação da Sprint começar, mais tarde na sexta. Esse cronograma comprimido faz até pequenos erros, como o lance de Piastri em Becketts, custarem mais do que num fim de semana convencional.
- A Pirelli levou os compostos C1, C2 e C3 a Silverstone, com o macio C3 usado nas voltas mais rápidas da sessão.
- A Mercedes venceu sete dos oito primeiros Grandes Prêmios de 2026 e continua sendo a equipe a ser batida pela forma bruta na temporada.
- A volta mais rápida do TL1 do ano passado em Silverstone foi 1:26.892, feita por Hamilton com a Ferrari SF-25 — uma referência útil de quanto mais lentos estão os carros de 2026 aqui.
- Russell agora vai para a classificação da Sprint perseguindo tanto a Ferrari de Hamilton quanto o próprio companheiro, ainda em busca da primeira vitória em casa em um Grande Prêmio.
Nada disso resolve coisa alguma — o TL1 raramente resolve. Mas com o parque fechado em vigor e a classificação da Sprint se aproximando, a Ferrari chega à próxima sessão com impulso genuíno, a Mercedes com uma sombra de dúvida que não tinha uma hora antes, e o famoso traçado exigente de Silverstone ainda por dar seu veredito mais duro sobre como a geração de carros de 2026 realmente se comporta quando importa.
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